Stop Sabotaging Your Ability to Innovate
Autores: Cyril Bouquet, Jean-Louis Barsoux, Michael Wade (IMD) | Publicação: HBR, Nov-Dez 2021
Tese central: Inovadores podem ser seus próprios piores inimigos. Traços que são essenciais à criatividade — confiança, otimismo, paixão, curiosidade — podem tornar-se tóxicos em excesso. E emoções típicas da inovação — medo, dúvida, arrependimento, frustração — podem destruir um esforço se não forem gerenciadas conscientemente.
Notas geradas
Citações-âncora
“Innovators like Sasson can be their own worst enemies, derailed by personal traits, such as confidence and optimism, that are essential to creativity but can be toxic when taken to an extreme.”
“Fear isn’t just an inhibiting force; it can be a powerful teacher, signaling that you are underequipped or underinformed.”
“Pay attention to negative feedback and solicit it, particularly from friends. Hardly anyone does that, and it’s incredibly helpful.” — Elon Musk
O caso de abertura
Steven Sasson, engenheiro da Kodak em 1974, inventou a fotografia digital. Ao apresentá-la à liderança, a posicionou como “filmless photography” — um enquadramento que ameaçava diretamente a razão de existir dos executivos presentes. A Kodak esperou quase duas décadas antes de agir, quando vários concorrentes já disputavam o espaço. O erro: Sasson foi carregado pelo entusiasmo pela invenção e nunca parou para pensar no impacto no modelo de negócio da empresa nem para adaptar a apresentação ao seu público.
O que mudou minha forma de pensar
O caso da Kodak é citado com frequência como falha de visão estratégica — “a empresa não viu o futuro”. Mas o artigo revela que o problema foi mais profundo: foi uma falha psicológica do inovador, não apenas uma falha organizacional. Sasson não perguntou “qual é o impacto disso no modelo de negócio de quem estou apresentando?” — não por falta de inteligência, mas por excesso de entusiasmo. Isso é gerenciável — e o artigo oferece ferramentas específicas.