Building a Culture of Experimentation

Autor: Stefan Thomke (professor, Harvard Business School) | Publicação: HBR, 2020

Tese central: O obstáculo à experimentação em escala não é tecnologia — é cultura. Empresas que constroem uma cultura de experimentação (como Booking.com, com 25.000 testes/ano) inovam de forma consistente e sistemática. As que não conseguem escalar experimentos geralmente falham por razões culturais.

Cinco condições para uma cultura de experimentação

  1. Cultivar curiosidade (valorizar surpresas, inclusive falhas)
  2. Dados acima de opiniões — HiPPO problem
  3. Democratizar a experimentação (qualquer pessoa pode testar)
  4. Ser eticamente sensível
  5. Liderar de forma diferente (grand challenge → hipóteses testáveis; ser role model)

Notas geradas

Citações-âncora

“If I have any advice for CEOs, it’s this: Large-scale testing is not a technical thing; it’s a cultural thing that you need to fully embrace.” — David Vismans, CPO Booking.com

“It’s actually less risky to run a large number of experiments than a small number. If a company does only a handful of experiments a year, it may have only one success — or none. Then failure is a big deal.”

“The people who thrive here are curious, open-minded, eager to learn and figure things out, and OK with being proven wrong.” — Lukas Vermeer, Booking.com

O que mudou minha forma de pensar

A taxa de sucesso de 10% da Booking.com (só 1 em 10 testes gera resultado positivo) é feature, não bug. Em alto volume, 10% de 25.000 testes = 2.500 melhorias por ano. O problema das empresas que fazem 20 testes/ano é que aí 10% = 2 sucessos — e cada falha dói muito. A solução para o problema cultural com falha é aumentar o volume, não aumentar a taxa de sucesso.