How CEOs Build Confidence in Their Leadership
Autores: Dan Ciampa, Adam Bryant (HBR) + Claudius Hildebrand, Jason Baumgarten (Spencer Stuart) + Mahesh Madhavan (CEO, Bacardi) | Publicação: HBR, Jul-Ago 2024
Tese central: Novos CEOs subestimam consistentemente quanto tempo leva para construir confiança genuína nas suas lideranças. A sabedoria convencional é “90 dias para se provar” — a realidade é que são 2 anos para ganhar a confiança dos stakeholders, e o “confidence premium” (multiplicador de valor real) só aparece a partir do ano 3.
O “Confidence Premium”
Medido pelo enterprise multiple (valor total / EBITDA):
- Anos 1-2: pouco ou nenhum prêmio emerge — palavras e ações são monitoradas, mas muito cedo para avaliação significativa
- A partir do ano 3: CEOs de alta performance e baixa performance começam a se separar
- A diferença de múltiplo entre grupos chega a 4 pontos — ~$10 bilhões para a mediana do S&P 500
Como construir confiança sistematicamente
- Pace yourself — não sair tentando marcar território com ações ousadas antes de conquistar suporte; resistir à tentação de declarações dramáticas prematuras
- Pick battles strategically — identificar onde vale investir capital político
- Mobilize your team — trazer as pessoas certas rapidamente
- Engage stakeholders at the right time — inclusive investidores; transparência sobre riscos aumenta credibilidade
- Communicate clearly and relentlessly — repetição, repetição, repetição
- Invest in self-betterment — CEOs raramente têm peers dentro da organização; buscar isso ativamente
Citações-âncora
“Gaining the confidence of all stakeholders takes a full two years. And only by focusing on the long game — not the short term — will you build the confidence premium you need.”
“We always overestimate the change that will occur in the next two years.” — Bill Gates (citado)
O que mudou minha forma de pensar
O “confidence premium” é um conceito útil para qualquer transição de liderança — não apenas para CEOs. A ideia de que existe um período de 2 anos de construção silenciosa onde nenhum prêmio aparece, mas que é exatamente o investimento que gera o multiplicador de longo prazo, conecta diretamente com o Paradoxo do Sucesso (Charles Handy) e com a curva de aprendizado do líder descrita em Dois Tipos de Aprendizado.