Tokenmaxxing

O problema de maximizar o uso de IA sem medir se ela está gerando valor real. Empresas “tokenmaxxando” estão consumindo IA em escala sem fechar o loop de resultados — gastando muito, aprendendo pouco.

“Companies maxing out AI usage without measuring whether it’s doing anything useful.”

Exemplos concretos

  • Uber: consumiu todo o orçamento de IA de 2026 até abril, sem evidência de valor entregado proporcional
  • Amazon: funcionários criando agentes de IA para completar tarefas sem propósito apenas para inflar estatísticas de uso

Por que acontece

A pressão para “usar IA” cria incentivos perversos:

  • Líderes querem mostrar que a empresa “está adotando IA”
  • Times constroem use cases que demonstram uso, não impacto
  • Métricas de uso (tokens, interações) são fáceis de medir; ROI é difícil

O resultado: tokenmaxxing como teatro corporativo.

O antídoto: Forward-Deployed Data Science

O papel que resolve o tokenmaxxing é alguém que:

  1. Define o que sucesso significa antes de implantar a IA (métricas de negócio, não de uso)
  2. Mede se a IA está de fato entregando
  3. Fecha o loop entre configuração técnica e prova de valor

Swarm model (modelo da Fin/Intercom):

  • Forward-Deployed Engineer (FDE): configura a IA
  • Forward-Deployed Product Manager (FDPM): gerencia o relacionamento
  • Forward-Deployed Data Scientist (FDDS): define métricas, mede performance, prova valor

“The FDE configures the product. The FDDS defines what success looks like and proves whether we got there.”

Conexões


Fonte: IA Vertical vs Genérica - iFood LCM e outros